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Deputado diz que ‘mulher que bate como homem, tem que saber apanhar como homem’






















BRASÍLIA — Uma chuva de imitações de notas de dólares jogada por sindicalistas que estavam nas galerias do plenário sobre a bancada do PT foi o estopim de um bate-boca entre deputados no fim da tarde desta quarta-feira, durante votação da MP 665, que altera as regras de concessão do seguro-desemprego, do abono salarial e do seguro-defeso para o pescador profissional. A confusão começou após o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), integrante da bancada da bala, dizer à deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) que “mulher que bate como homem, tem que apanhar como homem também”. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), chegou a suspender a sessão de votação por cinco minutos.
A briga ocorreu porque Jandira acusou o deputado Roberto Freire (PPS-SP) de ter batido nas costas do comunista Orlando Silva (SP) e de ter empurrado seu braço. Quando a parlamentar disse que iria acionar a Comissão de Ética, Fraga gritou ao microfone:

— Ah, que que é isso?
Jandira respondeu:

— O que que é isso, o que?

— Mulher que participa da política e bate como homem, tem que apanhar como homem também. É isso mesmo, presidente 

— rebateu Fraga para, em seguida, chamar os colegas para a briga:


— Aqueles que são mais valentes, me procurem logo após aqui (sessão)

 — discursou Fraga.


Em apoio a Jandira, o deputado Glauber Braga (PSB-RJ) disse que não se pode esperar nada de uma pessoa conhecida no Distrito Federal como “matador”.
— A fama desse deputado no DF, de matador, não vai me intimidar — disse Glauber. A parlamentar acionará o deputado na Comissão de Ética da Câmara por quebra de decoro e estuda uma ação na Justiça comum.


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