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Sindicato quer acesso a inquérito sobre morte de agente no AC









O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Acre (Sindap-AC) repudiou as declarações da Polícia Civil, nesta quarta-feira (3), sobre a morte do agente penitenciário Anderson Albuquerque, de 29 anos, executado em frente da sua casa com 10 tiros em fevereiro deste ano. De acordo com as investigações policiais, a ordem de execução teria partido de uma facção criminosa após supostos maus-tratos de agentes contra os detentos e seus familiares durante as visitas no presídio.
O presidente do sindicato entende que essa é uma forma de culpar a vítima. "O Anderson foi morto covardemente. O nosso departamento jurídico vai solicitar formalmente, de forma integral, todo o processo e vai fazer uma revisão. Quem sabe, pessoas do Iapen tinham acesso a informações que poderiam ter salvado a vida do Anderson e foram omissas", acredita.
Marques destaca ainda que a categoria ainda se sente ameaçada. "Eu mesmo denunciei a atuação de facções criminosas no Acre e as autoridades negaram. Ainda corre o risco de mais operadores da segurança serem mortos, principalmente organizações criminosas", diz.
De acordo com o presidente do Sindap, o agente chegou a pedir proteção. "É muito fácil colocar a culpa na vítima, o Anderson não está aqui para se defender. Ele pediu proteção e disponibilizaram um colete que estava vencido, por isso ele estava sem o equipamento quando foi morto", destaca.
Sobre as alegações do sindicato, a Polícia Civil ressaltou que confia nas investigações que duraram 120 dias e ressaltou que a ordem de execução não era direcionada a Anderson, mas a operadores da segurança pública do estado.




Entenda o caso
No dia 2 de fevereiro, o agente penitenciário Anderson Albuquerque, de 29 anos, foi alvejado com dez tiros no Bairro da Paz, nas proximidades da Faculdade Meta (Fameta). O agente atuava há seis anos no sistema prisional do Acre e trabalhava na Unidade de Recolhimento Provisório (URP) do Presídio Francisco d'Oliveira Conde.
De acordo com a polícia, a ordem para matar o agente teria partido de dentro do presídio após um atrito entre detentos. Após a morte dele e de outro agente penitenciário, Edmilson Freire, também assassinado a tiros, a categoria fez um protesto impedindo a visita íntima aos presos. A atitude desencadeou motins em presídios do estado e ataques contra a categoria.
Na época das mortes, o Sindicato denunciou a ação de facções criminosas e afirmou que as ordens para matar agentes viriam de dentro do presídio.